Você salvou uma propriedade. Talvez tenha salvo até uma dúzia. Elas estão lá no seu painel, pequenos favoritos digitais de possibilidade — uma casa de fazenda em Chiba, uma kominka em Niigata, um terreno suspeitamente barato em Shimane. E agora?
É aqui que a maioria dos guias te abandona. Eles vão dizer que estrangeiros podem comprar propriedades no Japão (verdade), que não há restrições à posse de terras (também verdade) e que o processo é "direto" (discutível). O que eles não vão te contar é o que realmente acontece entre clicar em "consultar" e segurar as chaves — a sequência específica de documentos, depósitos, reuniões e etapas legais que transformam um anúncio salvo em uma propriedade que você possui.
Aqui está esse processo, passo a passo, com os termos japoneses que você encontrará, os custos em cada etapa e os erros que mais pegam compradores estrangeiros de surpresa.
Passo 1: Fazer uma Consulta (e o que Acontece nos Bastidores)
Quando você consulta sobre uma propriedade através de uma plataforma como a Akiya Japan, seu pedido vai para um agente imobiliário licenciado — no Japão, isso é um takkengyōsha (宅建業者). Isso não é opcional. A lei japonesa exige que transações imobiliárias sejam tratadas por profissionais licenciados.
Seu agente entrará em contato com o vendedor ou o agente do vendedor e coletará informações atuais: a propriedade ainda está disponível? O preço mudou? Há algum problema conhecido? Para anúncios de akiya banks, isso significa contatar o município diretamente, o que pode levar mais tempo do que anúncios privados — às vezes uma semana ou mais apenas para confirmar a disponibilidade.
O que esperar nesta etapa:
- Uma resposta em 2 a 5 dias úteis para anúncios privados, potencialmente mais longo para propriedades de akiya banks
- Detalhes básicos da propriedade que você não encontrará online: fotos da condição atual, contexto do bairro, quaisquer defeitos conhecidos
- Uma avaliação honesta sobre se a propriedade atende às suas necessidades declaradas
Se você está trabalhando com um agente especializado em compradores estrangeiros — como a Teritoru, nossa agente parceira licenciada — essa comunicação inicial acontece em inglês. Para akiya banks que operam apenas em japonês, ter um agente bilíngue não é um luxo; é uma necessidade.
Passo 2: Visitar a Propriedade (ou Decidir Não Visitar)
Para propriedades acima de ¥5 milhões, uma visita presencial é fortemente recomendada. Para akiyas mais baratos, alguns compradores fazem ofertas baseadas apenas em fotos e relatórios do agente — particularmente se já compraram no Japão antes. Nenhuma abordagem está errada, mas elas carregam riscos diferentes.
Se você visitar
Seu agente organizará uma visita, tipicamente agendando várias propriedades na mesma região ao longo de 1 a 2 dias. Durante a visita, preste atenção em coisas que as fotos não capturam: o cheiro de umidade ou mofo, a condição do telhado vista do chão, se o bairro parece habitado ou abandonado e o estado do acesso pela estrada. Traga nossa Lista de Verificação para Inspeção de Akiya — ela cobre tudo, desde rachaduras na fundação até o estado da fossa séptica.
Se você não visitar
Você está confiando inteiramente na avaliação do seu agente. Um bom agente enviará vídeos de tour detalhados, relatórios de condição minuciosos e opiniões honestas sobre custos de reforma. Eles também devem sinalizar impeditivos: problemas estruturais, disputas de limites, problemas de acesso ou riscos ambientais como zonas de inundação. Cobrimos esse cenário em detalhes em Você Pode Comprar uma Casa no Japão Sem Visitar?
Passo 3: A Oferta — Submetendo uma Proposta de Compra
Encontrou a certa? O próximo passo é uma proposta formal de compra, chamada de kōnyū mōshikomisho (購入申込書) ou kaitsuke shōmeisho (買付証明書). Este é um documento escrito declarando sua intenção de comprar e o preço que você está oferecendo.
Coisas importantes para saber sobre este documento:
- Não é vinculante. Diferente de muitos países ocidentais, esta carta de intenção não o compromete legalmente com a compra. Você pode desistir sem penalidade nesta etapa.
- Inicia a negociação. Se você está oferecendo abaixo do preço pedido, é aqui que essa conversa começa. Para akiyas, descontos de 10 a 20% do preço pedido são comuns; para propriedades desejáveis em boa condição, espere menos flexibilidade.
- Sinaliza seriedade. Vendedores — especialmente proprietários idosos se desfazendo de propriedades herdadas — querem saber que você é real. A proposta mostra que você fez pesquisa suficiente para fazer uma oferta específica.
- Nenhum dinheiro muda de mãos ainda. Diferente de alguns países que exigem um depósito junto com a oferta, a proposta de compra no Japão é puramente documental.
Seu agente submete isso para o lado do vendedor, e a negociação começa. Esse vai e vem tipicamente leva de 1 a 3 semanas, dependendo de quantas partes estão envolvidas. Propriedades herdadas com múltiplos herdeiros podem levar mais tempo — às vezes muito mais.
Passo 4: A Explicação dos Assuntos Importantes
É aqui que o processo de compra de propriedade no Japão diverge significativamente da maioria dos países ocidentais, e é o passo que mais o protege como comprador.
Uma vez que você e o vendedor concordam com o preço e os termos, mas antes de você assinar qualquer contrato, você recebe o jūyō jikō setsumeisho (重要事項説明書) — a Explicação dos Assuntos Importantes. Este é um documento de divulgação abrangente, frequentemente com 20 a 100 páginas, que cobre tudo o que é material sobre a propriedade e a transação.
O que está nele
- Status legal da propriedade: histórico de propriedade, direitos registrados, quaisquer ônus ou gravames
- Zoneamento de uso do solo: o que você pode e não pode construir, restrições de altura, requisitos de recuo
- Infraestrutura: abastecimento de água (municipal ou poço), esgoto (conectado ou fossa), gás, eletricidade
- Acesso à estrada: se a propriedade faz frente para uma estrada que atende ao mínimo de 4 metros sob a Lei de Padrões de Construção, o que afeta sua capacidade de reconstruir
- Defeitos conhecidos: problemas estruturais, inundações passadas, danos de cupins, contaminação do solo
- Designações de zonas de risco: áreas de risco de deslizamento, zonas de inundação, proximidade de falhas sísmicas
- Regras da comunidade: taxas da associação de bairro, obrigações de manutenção compartilhada
- Termos do contrato: cronograma de pagamento, data de entrega, cláusulas de penalidade
Um profissional imobiliário licenciado (takken shi, 宅建士) deve explicar este documento para você verbalmente — não apenas entregá-lo. Este é um requisito legal sob a Lei de Corretagem Imobiliária do Japão. Para compradores estrangeiros, esta explicação deve acontecer com suporte de tradução. Se seu agente não organizar isso, peça.
A Explicação dos Assuntos Importantes é sua melhor proteção contra comprar uma propriedade problemática. Leia cada página. Pergunte sobre qualquer coisa que não entender. Se algo parecer errado — limites pouco claros, questões de herança não resolvidas, restrições de uso inesperadas — esta é a hora de levantar, não depois de ter assinado.
Passo 5: Assinando o Contrato de Compra
Com os Assuntos Importantes entendidos e aceitos, você avança para o contrato de compra em si — o baibai keiyakusho (売買契約書). Este é o acordo vinculante.
O que acontece na assinatura do contrato
- Ambas as partes revisam os termos do contrato — preço, cronograma de pagamento, data de entrega, quaisquer condições especiais (como o vendedor limpar os pertences restantes)
- Você paga o depósito de sinal — chamado tetsukekin (手付金), tipicamente 5 a 10% do preço de compra. Para uma propriedade de ¥3.000.000, isso é ¥150.000 a ¥300.000
- O imposto de selo é pago — selos de receita (inshi, 印紙) são afixados ao contrato. Para propriedades abaixo de ¥10 milhões, isso é ¥5.000 a ¥10.000
- Ambas as partes assinam e carimbam — no Japão, isso significa afixar seu selo pessoal (inkan) ou, para estrangeiros sem um selo registrado, assinar com uma assinatura notariada
O que o sinal significa
O depósito não é apenas um gesto de boa fé — ele tem força legal. Sob a lei contratual japonesa:
- Se você (o comprador) desistir após assinar, você perde o depósito
- Se o vendedor desistir, ele deve devolver seu depósito e pagar a você um valor igual (efetivamente o dobro do seu depósito de volta)
- Este sistema de "perda do sinal" substitui o conceito ocidental de execução específica — nenhuma das partes pode forçar a outra a completar a transação, mas desistir custa dinheiro
Para akiyas muito baratos (abaixo de ¥1.000.000), o valor do depósito às vezes é negociado para menos — ¥50.000 ou ¥100.000 não é incomum. Seu agente lida com essa negociação.
Documentos que você precisará
- Passaporte (para verificação de identidade e o novo requisito de declaração de nacionalidade)
- Certificado de assinatura — se você não tem um selo japonês registrado (jitsuin), precisará de um certificado de assinatura notariado. A embaixada ou consulado do seu país no Japão pode fornecer isso, ou você pode obter um notariado antes de viajar
- Comprovante de endereço — para não residentes, isso é tipicamente um certificado do governo do seu país de origem ou uma declaração estatutária notariada
- Cartão de residência (zairyū kādo) se você for residente no Japão
Passo 6: O Período de Espera
Entre a assinatura do contrato e a liquidação, há tipicamente um intervalo de 4 a 8 semanas. É quando várias coisas acontecem simultaneamente:
- O escrivão judicial prepara os documentos de registro — mais sobre isso no Passo 7
- Você organiza os fundos restantes — transferências bancárias internacionais para o Japão precisam de planejamento. Tempos de processamento bancário, conversão de moeda e verificações de conformidade podem levar de 3 a 7 dias úteis. Considere a volatilidade da taxa de câmbio: uma variação de 2% em uma compra de ¥10.000.000 é ¥200.000
- O vendedor cumpre quaisquer condições acordadas — limpando pertences, completando pequenos reparos, resolvendo confirmações de limites
- A due diligence continua — se você organizou uma inspeção do imóvel (não é padrão no Japão, mas cada vez mais comum para compradores estrangeiros), ela acontece durante este período
Para compradores pagando em dinheiro do exterior, esta é a fase mais exigente logisticamente. Você precisa de uma conta bancária japonesa ou um plano claro de como o pagamento da liquidação será feito. Alguns compradores usam a conta fiduciária do seu agente; outros abrem uma conta bancária de não residente (possível, mas burocraticamente doloroso). Serviços como Wise ou Revolut podem lidar com transferências menores com melhores taxas de câmbio, embora para grandes somas, transferências bancárias tradicionais permaneçam padrão.
Passo 7: O Dia da Liquidação — O Fechamento
Este é o dia em que a propriedade realmente é transferida. A liquidação — chamada kessai (決済) — tipicamente ocorre em um banco ou no escritório do escrivão judicial.
Quem está presente na sala
- Você (ou seu representante autorizado com procuração)
- O vendedor
- Ambos os corretores
- O escrivão judicial (shihō shoshi, 司法書士) — o profissional legal que trata do registro da propriedade
O que acontece
- O escrivão judicial verifica todos os documentos — identidade, registros de propriedade, ausência de ônus não divulgados
- Você paga o saldo restante — o preço total de compra menos o sinal já pago
- Você paga todos os custos de fechamento — taxas do corretor, impostos de registro, taxas do escrivão (veja o detalhamento de custos abaixo)
- O vendedor entrega as chaves e quaisquer documentos da propriedade
- O escrivão registra a transferência de propriedade no Bureau de Assuntos Jurídicos (hōmukyoku, 法務局) — geralmente no mesmo dia
Todo o processo leva de 1 a 3 horas. Quando você sai, é proprietário de um imóvel no Japão.
O detalhamento completo de custos na escritura
Veja o que você pagará além do preço do imóvel, com base em uma compra típica de akiya de ¥5.000.000:
- Comissão do corretor: 3% + ¥60.000 + 10% de imposto de consumo = aproximadamente ¥231.000
- Taxa de registro e licença (tōroku menkyozei): 2% do valor avaliado do terreno + 0,4% do valor avaliado da construção (os valores avaliados são tipicamente 50–70% do preço de compra) = aproximadamente ¥50.000–¥70.000
- Taxa do escrivão judicial: ¥80.000–¥150.000 dependendo da complexidade
- Imposto de selo: ¥5.000–¥10.000 (já pago na assinatura do contrato)
- Rateio do imposto sobre propriedade: sua parte da data da escritura até 31 de dezembro, calculada diariamente = varia
- Seguro contra incêndio (opcional, mas recomendado): ¥20.000–¥50.000 por ano
Custos totais de fechamento para um imóvel de ¥5.000.000: aproximadamente ¥400.000–¥550.000 (8–11% do preço de compra). Para imóveis mais baratos, a porcentagem é maior porque algumas taxas têm valores mínimos fixos. Um akiya de ¥500.000 ainda pode custar ¥200.000+ em taxas — uma sobrecarga de 40%.
Para um detalhamento mais granular de cada taxa e imposto, consulte nosso guia dedicado: O Custo Real de Comprar um Akiya.
Etapa 8: Pós-Escritura — O Que a Maioria dos Guias Esquece
Você é o proprietário do imóvel. Parabéns. Mas o processo ainda não terminou completamente. Veja o que precisa acontecer nas semanas após a escritura.
Imediato (dentro da primeira semana)
- Transferência de utilidades: contratos de eletricidade, água e gás precisam ser transferidos para o seu nome. Seu corretor ou uma empresa de administração de propriedades pode cuidar disso. Para akiyas rurais que estiveram vazios, as utilidades podem precisar ser reconectadas — isso pode levar alguns dias para eletricidade e água, e mais tempo para gás se a propriedade usar propano
- Associação de bairro (chōnaikai): em áreas rurais, juntar-se à associação local de bairro é socialmente esperado e praticamente importante. As taxas anuais variam de ¥3.000 a ¥20.000 e cobrem coleta de lixo, manutenção da comunidade e eventos locais. Seu corretor deve apresentá-lo
- Ativação do seguro: se você contratou seguro contra incêndio e terremoto na escritura, confirme se a apólice está ativa. Caso contrário, contrate agora — o clima do Japão não espera
Dentro do primeiro mês
- Notificação ao Banco do Japão: sob a Lei de Câmbio e Comércio Exterior, compradores estrangeiros não residentes devem enviar uma notificação ao Banco do Japão dentro de 20 dias após a aquisição da propriedade. Seu escrivão judicial ou corretor normalmente cuida disso
- Declaração de nacionalidade (novo a partir de abril de 2026): a nova regulamentação do Japão exige que todos os compradores de imóveis declarem sua nacionalidade no registro. Isso se aplica também a cidadãos japoneses. Seu escrivão trata disso como parte do processo de registro, mas você precisará ter seu passaporte pronto
- Nomeação de representante fiscal: se você não mora no Japão, deve nomear um nōzei kanrinin (納税管理人) — um representante fiscal que recebe avisos de impostos e cuida dos pagamentos em seu nome. Pode ser seu corretor, um contador fiscal ou um contato de confiança no Japão. É necessário preencher o formulário de designação no escritório de impostos local
Dentro de 6–18 meses
- Imposto de aquisição de imóveis (fudōsan shutoku zei): chega pelo correio de 6 a 18 meses após a compra, e pega muitos compradores de primeira viagem de surpresa. A taxa é de 3% do valor avaliado pelo governo para terreno e construção. Para um imóvel avaliado em ¥3.000.000, são ¥90.000. Se você for não residente, isso vai para seu representante fiscal
- Impostos anuais sobre propriedade começam: imposto sobre propriedade (kotei shisan zei, 1,4% do valor avaliado) e imposto de planejamento urbano (toshi keikaku zei, até 0,3%) são cobrados anualmente a partir de janeiro após a compra. Para muitos akiyas, esses impostos são surpreendentemente baixos — ¥30.000 a ¥80.000 por ano para uma propriedade rural modesta
Compras pelo Akiya Bank: Onde o Processo Diferencia
Se sua propriedade vier através de um akiya bank municipal em vez de um anúncio privado, várias etapas funcionam de forma diferente.
- Sem comissão de corretor em alguns casos: alguns municípios facilitam a transação diretamente, eliminando a taxa de corretor de 3% + ¥60.000. Outros ainda exigem um corretor licenciado para lidar com a papelada legal
- Condições do município: alguns akiya banks exigem que os compradores se comprometam a morar na propriedade, reformar dentro de um prazo estabelecido ou participar de atividades comunitárias. Essas condições são legalmente vinculativas e estão escritas no contrato
- Subsídios e bolsas: muitos municípios oferecem subsídios para reformas — tipicamente de ¥500.000 a ¥3.000.000 — para compradores que adquirem através do akiya bank e atendem às condições de residência. Verifique o site do município ou pergunte ao seu corretor o que está disponível
- Prazos mais longos: transações pelo akiya bank envolvem burocracia municipal. O que leva 60 dias através de um corretor privado pode levar 90–120 dias através de um akiya bank
- Complicações de propriedade herdada: muitos anúncios do akiya bank envolvem propriedades onde o proprietário registrado é falecido e os herdeiros precisam completar o registro de herança antes que a venda possa prosseguir. Isso pode adicionar semanas ou meses ao processo
Nosso guia de comparação Akiya Bank vs Anúncios Privados cobre as compensações em detalhes.
A Compra Remota: Comprar Sem Estar no Japão
Muitos compradores estrangeiros completam todo o processo sem pisar no Japão. Veja como cada etapa se adapta:
- Visitas: seu corretor realiza visitas virtuais por vídeo e envia relatórios fotográficos detalhados
- Assinatura do contrato: pode ser feita remotamente usando troca postal de documentos e procuração. Seu corretor assina em seu nome na reunião física
- Escritura: seu representante autorizado (normalmente seu corretor, com uma procuração notariada) comparece em seu nome
- Procuração: esta deve ser notariada em seu país de origem e, dependendo da transação, pode precisar de uma apostila e tradução para o japonês. Orçe ¥30.000–¥50.000 para tradução e certificação
Compras remotas são totalmente legais e cada vez mais comuns. A principal compensação é que você está confiando no julgamento do seu corretor sobre a condição da propriedade. Escolha um corretor em quem confie completamente — este não é o lugar para economizar dinheiro. Agendar uma consulta com a Teritoru antes de se comprometer com uma compra remota pode ajudá-lo a entender o processo e o que esperar em cada etapa.
Erros Comuns Que Atrapalham o Processo
Após milhares de consultas de propriedades processadas através de nossa plataforma, estes são os erros que vemos com mais frequência:
1. Não ter os fundos prontos
Transferências bancárias internacionais levam tempo. Se você não puder pagar no dia da escritura, viola o contrato e corre o risco de perder seu depósito. Inicie o processo de transferência pelo menos 2 semanas antes da escritura. Tenha uma margem para flutuações da taxa de câmbio.
2. Ignorar o documento de Assuntos Importantes
Alguns compradores tratam o jūyō jikō setsumeisho como uma formalidade e o leem superficialmente. Este é o documento que informa se a propriedade está em uma zona de risco de deslizamento, se o acesso à estrada não atende ao código de construção ou se há uma disputa de limites não resolvida com o vizinho. Leia-o. Todo ele.
3. Subestimar os custos pós-compra
O imposto de aquisição chega meses depois. Os impostos anuais sobre propriedade começam. A reforma custa mais do que o esperado. Seguro, manutenção, taxas da associação de bairro — tudo se soma. Orçe pelo menos 15–20% acima do preço de compra para as despesas totais do primeiro ano em uma propriedade que precisa de trabalho.
4. Não nomear um representante fiscal
Proprietários não residentes que pulam esta etapa perdem avisos de impostos, incorrem em multas e — em casos extremos — podem ter ônus colocados em sua propriedade. Nomear um representante fiscal não é opcional; é um requisito legal.
5. Assumir que o processo é o mesmo em todos os lugares
Comprar um apartamento de ¥50.000.000 em Tóquio através de uma grande imobiliária é uma experiência completamente diferente de comprar um akiya de ¥500.000 em Akita através de um akiya bank municipal. A estrutura legal é a mesma, mas o ritmo, estilo de comunicação, suporte disponível e desafios práticos variam enormemente.
Seu Cronograma em uma Olhada
Aqui está um cronograma realista para uma compra direta de akiya por um comprador estrangeiro:
- Semana 1–2: Consulta enviada, corretor faz contato inicial com o vendedor
- Semana 2–4: Detalhes da propriedade coletados, visita agendada (se for visitar), avaliação da condição
- Semana 4–5: Aplicação de compra enviada, negociação começa
- Semana 5–7: Preço acordado, documento de Assuntos Importantes preparado e explicado
- Semana 7–8: Contrato assinado, sinal pago
- Semana 8–12: Período de espera — documentos preparados, fundos transferidos, condições cumpridas
- Semana 12–14: Dia da escritura — pagamento restante, registro, chaves entregues
- Semana 14–16: Configuração pós-compra — utilidades, seguro, representante fiscal, notificações
Total: aproximadamente 3–4 meses desde a primeira consulta até a mudança. Transações complicadas — propriedades herdadas, compras pelo akiya bank com condições municipais, propriedades com problemas de limites — podem levar 6 meses ou mais.
Uma Última Coisa
O processo pode parecer assustador quando você lê tudo de uma vez, mas cada etapa individual é gerenciável. A chave é ter um corretor competente que se comunique claramente, explique o que é necessário em cada fase e lide com a papelada em japonês em seu nome.
O sistema de compra de propriedades do Japão é, pelos padrões internacionais, notavelmente bem estruturado. A Explicação de Assuntos Importantes é mais abrangente do que os requisitos de divulgação na maioria dos países. O sistema de escrivão judicial garante que o registro seja tratado por um profissional qualificado. E a ausência de restrições à propriedade estrangeira significa que você tem os mesmos direitos de um comprador japonês.
As propriedades que você salvou não vão a lugar nenhum — mas as melhores realmente são vendidas. Quando você estiver pronto para passar da navegação para a compra, agora você sabe exatamente o que vem a seguir.